Advogados especialistas em pensão alimentícia — fixação, revisão e execução
Cálculo justo, cobrança eficiente e revisão quando a realidade mudar.
Entenda seus direitos sobre pensão alimentícia
Pensão alimentícia é obrigação jurídica com origem no dever de solidariedade familiar (art. 1.694 do Código Civil). Ela cobre não apenas alimentação — mas moradia, educação, saúde, lazer e vestuário, conforme a realidade de quem recebe e a capacidade de quem paga.
Atuamos em fixação inicial, revisão (majoração ou redução), execução contra quem não paga, exoneração quando não há mais necessidade e alimentos gravídicos para gestantes.
Quem tem direito a pensão alimentícia
- Filhos menores: direito automático até a maioridade (18 anos)
- Filhos maiores estudantes: até o fim do ensino superior ou profissionalização (em geral, até 24-25 anos)
- Ex-cônjuge ou ex-companheiro: quando há dependência econômica comprovada; tende a ser transitória
- Pais idosos: filhos devem alimentos aos pais sem condições
- Outros parentes (irmãos, avós): em cadeia subsidiária, conforme necessidade
O binômio necessidade × possibilidade
O valor da pensão nasce do equilíbrio entre dois polos:
- Necessidade: o que o alimentando (quem recebe) efetivamente precisa, considerando padrão de vida, idade, saúde, escola, atividades extracurriculares
- Possibilidade: o que o alimentante (quem paga) pode arcar sem comprometer a própria subsistência
Não há tabela oficial. Na prática, a jurisprudência trabalha com faixas de 15% a 30% dos rendimentos líquidos do alimentante — mas pode ser menor (se a renda é alta e as necessidades básicas) ou muito maior (em famílias de alto padrão).
Como calcular pensão alimentícia
Passos práticos:
- Reunir comprovantes de despesas da criança (escola, plano de saúde, atividades, roupas, consultas, remédios)
- Verificar renda líquida do alimentante (holerite, declaração de IR, movimentação bancária)
- Avaliar responsabilidades familiares adicionais (outros filhos, dependentes)
- Propor faixa percentual considerando histórico jurisprudencial da comarca
Ferramentas úteis: planilhas mensais de custos, listas de despesas anuais (uniforme, material escolar, datas comemorativas), projeção de crescimento (filho pequeno geralmente custa menos hoje que em 10 anos).
Fixação de pensão — amigável ou judicial
- Amigável: acordo escrito e homologado em juízo (vira título executivo).
- Judicial: ação de alimentos. Há possibilidade de alimentos provisórios (fixados no início do processo) e definitivos (na sentença).
Alimentos provisórios são concedidos no primeiro despacho, geralmente em cerca de 30% dos rendimentos do réu quando a paternidade não é discutida. Valor pode ser alterado na sentença.
Pensão para filho fora do casamento
Paternidade precisa estar estabelecida. Se já está no registro, segue-se direto. Se não, é comum ajuizar investigação de paternidade cumulada com alimentos — um só processo resolve os dois temas, com DNA se necessário.
Pensão ao ex-cônjuge
Mais rara do que a dos filhos, mas possível:
- Deve haver dependência econômica comprovada
- Normalmente é transitória (12 a 36 meses) para reinserção no mercado de trabalho
- Pode ser perpétua em casos graves (incapacidade permanente para o trabalho)
- Cessa em caso de novo casamento ou união estável do beneficiário
Alimentos gravídicos
A Lei 11.804/2008 permite à gestante pedir pensão durante a gravidez do suposto pai. Exige indícios de paternidade (convivência, fotos, mensagens, testemunhas). Após o nascimento, os alimentos gravídicos se convertem automaticamente em pensão ao filho, podendo ser revisados.
Pensão não paga — o que fazer
Pensão inadimplida é questão séria no Brasil. Há dois procedimentos:
- Execução por rito da prisão (art. 528 CPC): aplicável a débitos recentes (até 3 meses). Pode levar à prisão civil de 1 a 3 meses se não for pago em 3 dias.
- Execução por expropriação (art. 523 CPC): aplicável a débitos mais antigos. Permite penhora de bens, salário (até 50%), contas, FGTS.
Tempo médio de uma execução com prisão: 30 a 90 dias. A simples citação, em muitos casos, já leva ao pagamento.
Redução de pensão (exoneração e revisão)
A pensão pode ser revista ou exonerada quando houver mudança:
- Redução: perda de emprego, nascimento de outros filhos, problema de saúde, queda de renda comprovada
- Exoneração: filho atingiu independência econômica; ex-cônjuge casou de novo ou recuperou autossuficiência
Exige ação judicial com prova da mudança. Não é automática — quem quer a alteração precisa ajuizar e provar.
Prescrição e cobrança
Pensões vencidas há mais de 2 anos (art. 206, §2º, CC) entram em prescrição quando o credor é maior — os próprios atrasados podem não mais ser cobrados. Para menores, o prazo não corre enquanto não atingida a maioridade.
Quanto custa ação de alimentos
| Modalidade | Honorários (referência) |
|---|---|
| Fixação consensual | R$ 2.000 a R$ 4.500 |
| Fixação litigiosa | R$ 4.000 a R$ 10.000 |
| Execução por dívida | R$ 3.000 a R$ 8.000 (ou percentual) |
| Revisão ou exoneração | R$ 3.500 a R$ 8.000 |
| Investigação + alimentos com DNA | R$ 5.000 a R$ 12.000 |
Por que nos escolher
- Experiência em cálculo estratégico — definir faixa realista que passa no juízo
- Atuação em execução com prisão — resultados rápidos em inadimplência
- Acompanhamento em revisões periódicas (pensão não é estática)
- Atenção ao impacto tributário (pensão tem regras específicas no IR)
Situações relacionadas
FAQ — Dúvidas sobre pensão
Qual o valor mínimo de pensão? Não há valor fixo por lei. Tribunais trabalham com faixas percentuais; o mínimo costuma ser o necessário para despesas básicas da criança, proporcional à renda do alimentante.
Pensão é sempre 30% do salário? Não. Pode variar de 10% a 50% ou até valor fixo em reais. 30% é uma referência comum, mas cada caso é avaliado.
Desempregado tem que pagar pensão? Sim. A obrigação permanece, podendo ser fixada sobre renda presumida ou sobre o salário mínimo.
Até quando pago pensão para filho? Regra: até os 18 anos. Em geral, se o filho estuda, prorroga-se até 24-25 anos. Não é automático: requer pedido de exoneração judicial ao final.
E se o outro pai esconde renda? É possível quebra de sigilo bancário, rastreamento de patrimônio e intimação de empregador. Fraude à execução é crime.
Posso desistir de cobrar a pensão? Sim, mas o filho menor não pode — a obrigação alimentar do menor é indisponível. Adultos podem desistir.
Pensão atrasa prescrição? Para maiores, prescrevem parcelas não cobradas há mais de 2 anos. Para menores, não prescrevem enquanto na menoridade.
Descontam pensão do salário automaticamente? Pode sim — desconto em folha é comum quando há vínculo empregatício. É o mecanismo mais seguro.
Pensão desconta no IR? Para quem paga, sim (como despesa dedutível). Para quem recebe (alimentando adulto), é rendimento tributável. Filhos menores não declaram.
E se o pai mora no exterior? Cobrança é mais complexa mas possível, via cooperação jurídica internacional. Brasil tem acordos com vários países.
Situações relacionadas
Divórcio
Partilha de bens, guarda, pensão e tudo que envolve o fim do casamento — resolvido com agilidade e sigilo.
VerGuarda de Filhos
Proteja o melhor interesse do seu filho com uma regulamentação sólida e humana.
VerInventário e Herança
Inventário extrajudicial, judicial ou com conflito — conduzido com estratégia e sensibilidade.
VerAlienação Parental
Proteja o vínculo entre pai, mãe e filho com instrumentos jurídicos eficazes.
VerUnião Estável
Contrato de convivência, reconhecimento em vida, post mortem e dissolução com partilha.
VerAdoção
Condução completa: cadastro, habilitação, estágio de convivência e sentença.
Ver