Advogados especialistas em união estável — reconhecimento, contratos e dissolução
Contrato de convivência, reconhecimento em vida, post mortem e dissolução com partilha.
Entenda seus direitos em união estável
União estável é a convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas com o objetivo de constituir família (art. 1.723 CC). Desde o STF 2017, união estável e casamento têm efeitos sucessórios equivalentes — mas nem todos os efeitos são idênticos.
Atuamos em contrato de convivência, reconhecimento em vida ou post mortem, conversão em casamento, dissolução com partilha, planejamento patrimonial e proteção sucessória em uniões atípicas.
Requisitos da união estável
Não existe prazo mínimo. A lei exige:
- Publicidade: a relação é conhecida do círculo social (não precisa ser famosa, mas não é escondida)
- Continuidade: vínculo constante, sem rupturas relevantes
- Durabilidade: tempo suficiente para caracterizar família (jurisprudência trabalha com 2 anos em média, mas pode ser menos ou mais)
- Objetivo de família: intenção compartilhada de vida em comum
Coabitação não é obrigatória (STF, Súmula 382 do STF) — mas é forte indício.
Regime de bens
Na ausência de contrato, aplica-se a comunhão parcial de bens (art. 1.725 CC): tudo que for adquirido durante a união, de forma onerosa, é comum. Doações e heranças individuais ficam de fora.
Os companheiros podem fixar outro regime via contrato de convivência (idealmente público, feito em cartório).
Contrato de convivência — por que vale a pena
Casais que vivem juntos sem casar frequentemente esquecem que, de fato, construíram uma união estável — e se descobrem tarde, quando algo dá errado. Um contrato de convivência define claramente:
- Data de início da união
- Regime de bens
- Regras de partilha em caso de dissolução
- Direitos e deveres recíprocos
- Questões sobre filhos (se aplicável)
Esse contrato pode ser registrado em cartório de títulos e documentos, dando publicidade e segurança.
Reconhecimento em vida
Se os companheiros quiserem formalizar a união em vida, podem:
- Registrar escritura pública declaratória em cartório (mais comum)
- Converter em casamento (art. 1.726 CC)
Vantagens da formalização: comprovação imediata para questões tributárias, previdenciárias, hospitalares e de dependência.
Reconhecimento post mortem
Quando a união só é reconhecida após o falecimento de um dos companheiros. Importante para habilitar no inventário, receber pensão por morte, ou protege direitos do companheiro sobrevivente.
Exige ação judicial com provas da convivência: fotos, viagens, contas conjuntas, testemunhas, correspondência, declarações em redes sociais, planos de saúde conjuntos, etc.
Dissolução de união estável
Pode ser feita:
- Extrajudicial em cartório (se houver acordo e sem filhos menores)
- Judicial consensual (com filhos menores, ainda que consensual)
- Judicial litigiosa (disputas sobre partilha, filhos, pensão)
Aplicam-se, com adaptações, praticamente as mesmas regras do divórcio. Partilha segue o regime de bens aplicado.
Pensão alimentícia entre companheiros
Companheiros podem pedir alimentos entre si nos mesmos moldes que cônjuges — desde que comprovada a dependência econômica.
União estável e herança — direitos após STF 2017
O STF (RE 878.694) declarou inconstitucional o art. 1.790 CC, que discriminava companheiros. Hoje:
- Companheiro sobrevivente herda igual ao cônjuge
- Concorre com descendentes (conforme o regime de bens)
- Tem direito real de habitação sobre o imóvel residencial da família
- Pode ser curador do companheiro incapacitado
União estável homoafetiva
Reconhecida pelo STF em 2011 (ADPF 132 / ADI 4277), a união estável entre pessoas do mesmo sexo tem todos os efeitos jurídicos iguais à heteroafetiva: regime de bens, sucessão, pensão, adoção conjunta, etc.
Podem ser convertidas em casamento, que desde 2013 (Resolução 175/2013 CNJ) pode ser celebrado diretamente entre pessoas do mesmo sexo sem conversão.
União estável e INSS / pensão por morte
Companheiro sobrevivente tem direito a pensão por morte do INSS mediante comprovação da união. Documentos usuais:
- Certidões, comprovantes de dependência
- Plano de saúde conjunto
- Conta bancária conjunta
- Declarações no imposto de renda
- Testemunhas
Uniões poliafetivas
O CNJ vedou em 2018 o registro de escrituras declaratórias de uniões poliafetivas (Provimento 83/2018). Apesar disso, situações fáticas continuam, e a doutrina discute proteções patrimoniais e sucessórias específicas — tema em evolução.
Quanto custa formalizar ou dissolver união estável
| Ato | Honorários (referência) |
|---|---|
| Contrato de convivência (escritura) | R$ 1.500 a R$ 4.000 |
| Reconhecimento em vida (escritura) | R$ 1.500 a R$ 3.500 |
| Conversão em casamento | R$ 1.500 a R$ 3.000 |
| Dissolução consensual extrajudicial | R$ 2.500 a R$ 6.000 |
| Dissolução consensual judicial | R$ 3.500 a R$ 8.000 |
| Dissolução litigiosa | R$ 8.000 a R$ 20.000 |
| Reconhecimento post mortem | R$ 5.000 a R$ 15.000 |
Por que nos escolher
- Experiência em contratos de convivência sofisticados (casais com patrimônio, filhos de relações anteriores)
- Atuação em reconhecimentos post mortem complexos
- Parcerias internacionais para casais binacionais
- Respeito integral à diversidade familiar (uniões homoafetivas e arranjos plurais)
Situações relacionadas
FAQ — Dúvidas sobre união estável
Morar junto há 1 ano já é união estável? Pode ser, se cumpridos os outros requisitos (publicidade, objetivo de família). Não há prazo mínimo legal.
Preciso registrar em cartório? Não é obrigatório, mas é recomendado. Sem registro, a união pode ser reconhecida judicialmente, mas exige provas.
Posso ter união estável casado? Se está separado de fato do cônjuge, sim. A regra é que a nova união só produz efeitos pleno após o divórcio.
União estável gera direito à herança? Sim, nos mesmos termos do casamento desde o STF 2017.
Companheiro tem direito à meação? Sim, na parte adquirida onerosamente durante a união (regime da comunhão parcial, aplicável por padrão).
Como dissolver sem brigar? Escritura pública extrajudicial de dissolução consensual (se sem filhos menores). Rápido e indolor.
Recebo pensão alimentícia do ex-companheiro? Pode, se comprovar dependência. Normalmente transitória.
União estável casa no INSS? Sim, é reconhecida como dependente previdenciário mediante comprovação.
E se meu companheiro morrer e ninguém souber que éramos companheiros? É possível ação de reconhecimento post mortem; quanto antes se agir, melhor.
União estável dá direito a nome de companheiro? Sim, pode-se adicionar o sobrenome do companheiro, via ação judicial ou escritura pública, conforme a hipótese.
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